Diante de um cenário cada vez mais dinâmico, empresários têm recorrido a fusões e aquisições (M&A) como alternativa de crescimento. No Brasil, segundo a KPMG, foram realizadas 1.142 operações em 2023, 1.582 em 2024 (alta de 5%) e 827 no primeiro semestre de 2025, totalizando US$ 25,6 bilhões, com crescimento de 1% no número de transações e 12% no valor financeiro em relação ao mesmo período de 2024.
Portanto, considerando este mercado movimentado, estratégia e organização são essenciais, e ambos os elementos só são alcançados com uma governança corporativa sólida.
Como transformar M&A em uma alavanca de crescimento sustentável?
- Quais práticas garantem decisões bem estruturadas e comunicadas?
- Como alinhar estratégia e governança para criar valor duradouro?
É melhor comprar uma empresa maravilhosa a um preço justo do que uma empresa justa a um preço maravilhoso. Warren Buffett
A governança garante que decisões estratégicas sejam bem estruturadas, comunicadas e sustentadas por visão de longo prazo, criando valor duradouro e fortalecendo toda a organização.
O papel da Governança em M&A
Quando incorporada a um processo de M&A, a governança oferece benefícios estratégicos, protegendo os interesses de todas as partes envolvidas e criando uma base robusta para mitigação de riscos, análise de cenários e decisões mais seguras.
As operações de M&A permitem expandir negócios, aumentar eficiência e rentabilidade, gerando novas oportunidades, mas exige visão integrada dos líderes frente aos desafios do mercado, considerando:
- Concorrência crescente;
- Transformação constante do mercado;
- Consolidação acelerada de diversos segmentos.
A governança corporativa, portanto, é fator-chave, pois:
- Auxilia no gerenciamento de riscos;
- Permite tomada de decisões estratégicas e preventivas;
- Garante o bom funcionamento das empresas;
- Serve como ferramenta de alinhamento estratégico, reestruturação de mindsets e estabilidade organizacional.
Benefícios da Governança em M&A
- Gestão de riscos: antecipação de problemas e mitigação de impactos;
- Proteção de acionistas: decisões mais seguras e atração de novos investidores;
- Valorização do negócio: processos claros, ética e confiabilidade elevam o valuation;
- Integração de pessoas e culturas: essencial para o sucesso das operações.
Sem governança eficiente, dados críticos ficam incompletos, aumentando riscos e podendo comprometer negociações ou o sucesso da M&A.
Governança Antes, Durante e Após M&A
No imaginário corporativo, grandes M&As são vistos como catalisadores de crescimento, mas 50% a 70% das transações não geram o valor esperado. Um fator crítico é a falta de governança estruturada.
- Antes do Deal, a governança aumenta a atratividade com conselhos atuantes, processos claros e compliance que geram confiança.
- Durante o Deal, conselhos e comitês equilibram interesses, aceleram consensos e reduzem riscos reputacionais.
- Após o Deal (PMI), garante integração consistente por meio de modelo estruturado, decisões claras, engajamento das equipes e monitoramento de KPIs.
O sucesso em M&A não é apenas sobre comprar empresas, mas sobre integrar pessoas, culturas e sistemas. Henry Kravis
Em um cenário de constante transformação, M&A não é apenas sobre negócios, mas sobre visão de futuro. Com governança sólida, cada transação deixa de ser um risco e se torna uma oportunidade real de crescimento e perenidade.


